O ruído

Gostaria de escrever uma história legal e bonita, traçada pelo sol raiando e a luz iluminando um casal de namorados, contudo, preciso primeiro desabafar algo entalado na garganta. Depois de muito pensa cheguei à conclusão de que devo começar pelo início.

            Ainda muito novo, por volta dos 13 anos de idade tive meu primeiro computador em casa, até então só havia mexido em alguns computadores de escolas e lugares que meu pai tinha acesso. A primeira vista, ele parecia muito bonito e potente, mas aos poucos fui percebendo que não era bem isto. Ele era um k6-500 com seus invejáveis 64 megabytes de memória RAM, que nos dias atuais equivale uma carroça para um Ferrari F-50.

            Apesar de muito relutar em admitir, acredito que devo responsabilizar meu primeiro computador pelo meu sofrimento, horas e mais horas na frente dele, dormia às vezes e o deixa ligado para baixar algo da internet, ou processar algo que havia programado, sim, o processo de códigos era bem lento, tratando-se de jogos em 3D.

            Aos poucos fui me acostumando a dormir e passar horas por dia próximo a um computador ouvindo o barulho de uma ventoinha, ou simplesmente a vibração de alguma outra peça. Ao longo dos anos fui desenvolvendo uma habilidade incrível em ignorar pequenos ruídos e barulhos de baixa intensidade.

Quando chegava à escola, debruçava-me numa das carteiras dispostas na sala de aula, dormia tranquilo, apesar das conversas dos outros alunos, e também das tentativas muitas vezes frustradas do professor dar sua aula, pois explicar um conteúdo chato e entediante, para uma sala com 40 ou até mais alunos cheios de hormônio não era tarefa fácil.

Depois da escola chegava animado, depois de descansar numa carteira de madeira, ida direto para frente do computador com um prato cheio de comida, minha vida resumia-se em comer, dormir e mexer no computador. Eu simplesmente não percebia que tudo não passava de um vício que mais tarde deixaria efeitos colaterais, talvez irreversíveis.

Ele foi o começo de tudo, mas tenho que confessar que também tiver certa quantidade de culta em relação a tudo que aconteceu. Sempre fui muito solitário e segregado dos grupos populares na escola e também no circulo familiar. Gostava muito de ler e muitas vezes tive que fazê-lo com o barulho das crianças brincando ao meu lado, correndo e fazendo arruaça ao meu redor.

E depois de anos eu não suporto o mínimo ruído, apenas o silêncio caos do rock no máximo volume, ouvido nos fones impermeabilizantes brancos.

Verbo Intransitivo,
 
Quero amar todas as pessoas,
Não ter que separa-las entre más e boas!
Agir com o verbo intransitivo,
Praticar o amor em seu estado positivo!
 
Amar não é algo direcionado,
É praticar sem olha o amado!
Procuremos viver então,
Deixando de existir em vão!
 
Eu ainda tenho que aprender,
A viver mais do que simplesmente dizer!
Vou deixar tudo e mais um pouco,
Tornar-me-ei um verdadeiro louco!
 
Amando cada pessoa ao meu redor,
Aprendendo com elas como ser alguém melhor!
Amando cada pessoa que eu conhecer,
Achando-me nelas para nunca mais me perder!
Cínico,
Anderson Almeida, 26 de abril de 2013.

Verbo Intransitivo,

 

Quero amar todas as pessoas,

Não ter que separa-las entre más e boas!

Agir com o verbo intransitivo,

Praticar o amor em seu estado positivo!

 

Amar não é algo direcionado,

É praticar sem olha o amado!

Procuremos viver então,

Deixando de existir em vão!

 

Eu ainda tenho que aprender,

A viver mais do que simplesmente dizer!

Vou deixar tudo e mais um pouco,

Tornar-me-ei um verdadeiro louco!

 

Amando cada pessoa ao meu redor,

Aprendendo com elas como ser alguém melhor!

Amando cada pessoa que eu conhecer,

Achando-me nelas para nunca mais me perder!

Cínico,

Anderson Almeida, 26 de abril de 2013.

Charlie Brown Jr - Só os loucos sabem!

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Não espere que a arte seja em um todo compreensível, ela o é para quem tem a capacidade de se emocionar com aquilo que a toca.

Anderson Almeida, Sobre uma verdade tola e insensível.

(via toolesbiantofunction)